Segundo Tim O'Reilly, a definição para Web 2.0 é:
"Web 2.0 é a mudança para uma Internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva"
Ninguém tem margem para dúvidas de que algumas lojas e-commerce, de carácter gratuito (Open Source) , vieram ajudar em muito o mercado daquele nicho de empresas que gostam de oferecer um leque de serviços variados.
É no entanto surreal, que o cliente final pague por lojas online grátis , (as tais Open Source); prontas a utilizar, valores dignos das mais ricas plataformas pagas existentes no mercado.
É injusto para o cliente (o tal dono do sistema), e é duplamente injusto para quem desenvolve sistemas de raiz , com acompanhamento ao cliente, com actualização tanto do sistema em si , como toda a envolvente a nível de gateways de pagamento, servidor e possíveis ataques.
Seria pouco ético mencionar links (embora soubesse bem) , de mau e-commerce realizado por alguns script kiddies que fomos analisando para escrever este artigo.

As soluções Open Source em E-Commerce satisfazem em muito as necessidades do cliente, contudo, não devem menosprezar o acompanhamento e monitorização do cliente, correcção e identificação das mesmas (não basta dizer "eu corrijo").
Não haja dúvidas que a segurança desses sistemas deixa muito a desejar, (muito pelo facto de que o código é aberto e quem sabe do assunto , conhece os erros e sabe como atacar, até que surjam novas correcções).
Num assunto tão sensível (o de aumentar as vendas ao dono do E-Commerce), é necessário que quem compra do outro lado da página , se sinta num sistema seguro, simples e fidedigno - (não será à toa que os sites dos sistemas bancários investem tanto em segurança).
Assim a questão fulcral que nos levou a esta matéria prende-se com o preço final duma loja e-commerce.
A regra é simples .
Barato em muitos casos (tudo que seja abaixo de 1500 euros , desconfie-se da "esmola" ).
Nos sistemas mais caros , parece-me bem que o cliente fique por dentro daquilo que está a pagar, e isso tanto pode ser feito por um contacto promessa, uma avença entre partes etc... Sem dúvidas que será esta a forma mais justa , segura ( na forma de trabalhar), e mais lucrativa para quem paga por um E-Commerce , e quer vê-lo a funcionar.
Regras para quem procura comprar um sistema E-Commerce :
- Pergunte se o sistema é Open Source (Código Aberto)
- Qual é o acompanhamento dado ao sistema
- Assine um contacto ou faça uma avença para a manutenção
- Quais os valores das comissões associados aos gateways (*) de pagamento
- Solicite um certificado de segurança no seu sistema
- Não tente poupar dinheiro com a manutenção :
> Algumas vantagens :
- melhor qualidade na apresentação das imagens dos produtos
- iliba-se de responsabilidades por mau funcionamento do sistema
- boa imagem da sua empresa ao cliente final (técnica impressionista)
- Procure empresas que lhe garantam um bom serviço a nível gráfico
- Assegure-se que o seu E-Commerce conterá um sistema de Newsletters
- Procure saber os custos anuais na manutenção do sistema (alojamento, domínio, actualização de conteúdos ....)
(*) os Gateways referem-se ao canal pelo qual o pagamento é realizado. Por exemplo em Portugal, os pagamentos online , são processados e monitorizados pela SIBS, que é vista com a entidade reguladora.
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